17.2.14

Movimento Caótico

(Salvador Dali)
 
 
 
Pesa-me a pele sobre os olhos sempre que a tua alma, faminta de inexplicabilidades, envenena a minha. Mas nem por isso, e nem o silêncio que esculpiste sobre os meus lábios, me impedem de clamar ao vento: que sopre, que nos leve aos dois; pela estrada, por um cento de lugares. Na verdade, basta um simples borboletear do acaso, para que os meus olhos, secos e caídos, voltem a chorar-te.
 
 
Carlos Roberto

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