17.2.14

De corpo e alma

(Hug the sun by fancy36)
 
 
 
Uma sensação crescente e indomável
emerge dos meus braços,
como se estes tivessem vontade própria. ...

Quase dói este frémito
que rompe o silêncio com os dentes.
Não o silêncio das palavras,
mas dos gestos que despertam
inauditas vontades.

A meio do passo, algures,
entre a distância que nos faz separar,
mora um desejo que não sei explicar.
Apenas sinto!
Sinto o sangue fatalmente impregnado de ti.
Sinto o mesmo que a alma vai sentindo:
tudo é aperto e cheiro, tudo é encontro
e respiro de abraços no fim do caminho


Carlos Roberto




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