26.11.13

O preço da alma

(Monica Bellucci in Malèna)


Desalmados


 Vejo corpos submetendo a alma
que só não vendem por vergonha.
Miseráveis, sedentos, famintos
tombam imbecilizados
vezes sem fim.

Esquálidos e sem cor de gente
Abandonam-se entre a luz ténue
de uma lâmpada proscrita
e o cheiro a morte prematura
num vão de escada qualquer

A alma nunca foi importante.
 

 
Carlos Roberto

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